A Ciência tem se debruçado, desde a década de 70, sobre a descoberta da carga energética que o planeta Terra tem recebido de outras dimensões cuja origem se encontra no centro da Via Láctea.
Os cientistas conseguiram detectar que o nosso sistema solar funciona como um mecanismo que cria portais interdimensionais através dos quais esta carga é enviada para os planetas.
O cientista Nicola Tesla (1856 –1943) já afirmava desde a década de quarenta, a existência de outras dimensões e a capacidade de nós, humanos na 3ª. Dimensão, de conseguirmos manter contato com os seres que vivem nelas.
O cientista M. Jinks publicou em 1999 o livro: ”The monkey and the tetrahedron” (Glass Moon Press – Seatle) em que trata deste assunto, baseado nos resultados das pesquisas que vem sendo realizadas pela Ciência e pela NASA.
Segundo estas pesquisas, ao longo da História houveram vários períodos de máxima transferência de energia, como o que vem acontecendo agora, que ocorrem ciclicamente e que coincidem com o momento de ascensão dimensional da Humanidade, em que são produzidas grandes convulsões evolutivas das espécies, com extinções em massa de algumas e aparições de outras novas.
As tempestades solares têm aumentado consideravelmente, como conseqüência do aumento de explosões no núcleo da nossa galáxia, produzindo um aumento expressivo na mudança do clima, um aumento na atividade dos vulcões, terremotos, maremotos, nos movimentos das placas tectônicas etc.
Através de estudos, a Ciência prevê ainda grandes mudanças que estão para acontecer na Terra, a exemplo do que ocorreu na época do desaparecimento de Atlântida e do grande dilúvio universal, acompanhadas da elevação do padrão de energia da Terra, como um todo, para dimensões mais elevadas.
Astrônomos aguardam para estes tempos um perfeito alinhamento de todos os planetas de nosso sistema solar em relação ao Sol, o que ocorre a cada meio milhão de anos. Afirmam, a partir de observações, que a combinação do efeito gravitacional com o campo magnético dos planetas provoca uma pressão sobre cada um destes, gerando um aumento significativo da atividade pelas tempestades solares.
Em função destas constatações, os governos do mundo todo lançaram um grande número de sondas solares, como parte do “Programa de exploração solar-terrestre” (ISTP) para acompanhar estes fatos.
Outra constatação da Ciência se refere ao alinhamento da linha do Equador da Terra com a elipse do Sol, ao mesmo tempo em que ambas se alinharão com o Núcleo da Via Láctea.
Como conseqüência deste movimento ocorrerá a mudança dos pólos magnéticos da Terra, o que já vem ocorrendo lentamente e que aconteceu pela última vez em 9.500 a.C. Observe que a mudança dos pólos será apenas magnética, não correspondendo à crença de que a Terra irá virar de cabeça para baixo. Simplesmente as agulhas das bússolas apontarão para o Sul.
O cientista Greg Braden, em seu livro: “Acordando no ponto zero” descreve muitas destas mudanças que vêm afetando o nosso dia-a-dia e uma destas consiste na diminuição do campo magnético do Planeta, provocando a intensificação das emoções na Humanidade, assim como a dificuldade em nos lembrarmos de fatos. Isto acontece porque nosso corpo emocional e nossa memória estão intimamente associados ao campo magnético da Terra.
Braden confirma a ocorrência da “ressonância Schumann” e de como esta tem aumentado, provocando a sensação de que o tempo está passando mais depressa.
Em 1952 o físico alemão W.O. Schumann conseguiu detectar e provar cientificamente a existência de uma série de ondas estacionárias na atmosfera, mais precisamente na ionosfera, que representam o pulsar vibratório da Terra, uma ressonância eletromagnética com um padrão vibratório completamente estável em 7,83 Hz.
Em Novembro de 1996 foi detectada uma instabilidade neste padrão do pulsar eletromagnético da Terra, levando a Ciência a criar a hipótese de que um fluxo intenso de energia de origem desconhecida esteja penetrando na Terra e promovendo um aumento do padrão vibratório, envolvendo tudo o que existe no planeta, incluindo a Humanidade.
Tudo isto já havia sido descrito com precisão pelos povos Maias, pelos hindus e pelos índios Hopi norte-americanos entre outros, situado nos tempos atuais este período de grandes mudanças evolutivas.
Os saltos evolutivos são orientados por forças interdimensionais além do nosso conhecimento atual.
As crianças-cristal cá estão para nos despertar para a nova “Era de Ouro” e para nos auxiliar nesta passagem, em que novas formas de organização social, política e econômica surgirão e em que a cultura da necessidade será substituída pelo reino da liberdade, em que o amor e o espírito de cooperação serão a tônica dos relacionamentos humanos e não mais a ganância, o egoísmo, a ânsia de poder e a vaidade.
Lúcia M.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Feliz Ano Novo!
Como todo final de Ano e início do novo que chega, eu, você, todos nós nos propomos a tomarmos novas atitudes e alcançar muitas novas realizações...
Então, gostaria de trocar aqui com você algumas dicas que chegaram até mim a respeito dos nossos pedidos para o Novo Ano, traduzidos através daquela clássica musiquinha: “...muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender...”
Para muito dinheiro chegar ao nosso bolso, temos que imaginá-lo e nos imaginarmos dentro de um ambiente de abundância, sem uma projeção mental mesquinha, limitada, raquítica, sub-nutrida, de aflição, como algo em estado terminal – desesperadamente, sem fé, sem firmeza, sem clareza.
Sempre que a vida nos traz o “muito dinheiro no bolso”, o faz visando nos possibilitar a nos equiparmos para ações multiplicadoras, para que possamos viver e atrair a abundância para nossa Vida e para a de muita gente mais, alcançando o máximo de pessoas possível...
A abundância é inimiga do “pensar pequeno”, da ambição desmedida, do anseio pelo poder, da mesquinharia. A abundância anda de braços dados com a gratidão, com a fé, com o saber dividir e multiplicar.
Quando perseguimos a “riqueza” material e colocamos todo o nosso foco neste item de conquista, sem nos prepararmos moralmente para receber esta riqueza, sem nos preparamos espiritualmente para abraçar a nova condição, sem nos prepararmos psicologicamente para não abandonar a simplicidade e correr o risco de nos tornarmos arrogantes por isto, a abundância se manifesta sem criar raízes férteis, sem se multiplicar beneficamente. Basta lembrar o que tem acontecido com alguns jogadores de futebol, que confundindo dinheiro com paz de espírito, tem se deteriorado e a sua imagem, sem compreender o que de fato tem acontecido em suas vidas.
O dinheiro é um símbolo, é um “ser” imaginário, criado pelo sistema para manipular nossas emoções e conduzir nossas vidas de jeito a nos esquecermos de nos dedicar a nós mesmos e aos nosso mais queridos, sem pressa, sem alarde, sem vaidade, cuidando com o coração, de coração para coração, valorizando tudo aquilo que traz a vida, porque vida é abundância.
E a saúde “para dar e vender”?
Ela segue o mesmo princípio – o da abundância.
Quando pensamos em nós e no nosso corpo com abundância (não a abundância de tamanho, mas, de fenômenos fascinantes que traz em si) quando pensamos em nosso corpo como o veiculo que nos habilita usufruirmos de toda a abundância que a vida pode nos oferecer quando bem cuidado, como o nosso mais rico patrimônio regido pelo nosso pelo cérebro e pelas nossas emoções, enxergamos este corpo como um meio abundante, rico e precioso e ele nos responde na mesma freqüência de pensamento.
Recebi esta dica logo no início deste 2012 e quero aqui compartilhar com você, para que possamos fazer melhor e sermos melhores do que já fomos durante este novo ano.
Pense nisto você também.
Aquele abraço. Namastê.
Lúcia M.
multiplicar, dividir, corpo.
Então, gostaria de trocar aqui com você algumas dicas que chegaram até mim a respeito dos nossos pedidos para o Novo Ano, traduzidos através daquela clássica musiquinha: “...muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender...”
Para muito dinheiro chegar ao nosso bolso, temos que imaginá-lo e nos imaginarmos dentro de um ambiente de abundância, sem uma projeção mental mesquinha, limitada, raquítica, sub-nutrida, de aflição, como algo em estado terminal – desesperadamente, sem fé, sem firmeza, sem clareza.
Sempre que a vida nos traz o “muito dinheiro no bolso”, o faz visando nos possibilitar a nos equiparmos para ações multiplicadoras, para que possamos viver e atrair a abundância para nossa Vida e para a de muita gente mais, alcançando o máximo de pessoas possível...
A abundância é inimiga do “pensar pequeno”, da ambição desmedida, do anseio pelo poder, da mesquinharia. A abundância anda de braços dados com a gratidão, com a fé, com o saber dividir e multiplicar.
Quando perseguimos a “riqueza” material e colocamos todo o nosso foco neste item de conquista, sem nos prepararmos moralmente para receber esta riqueza, sem nos preparamos espiritualmente para abraçar a nova condição, sem nos prepararmos psicologicamente para não abandonar a simplicidade e correr o risco de nos tornarmos arrogantes por isto, a abundância se manifesta sem criar raízes férteis, sem se multiplicar beneficamente. Basta lembrar o que tem acontecido com alguns jogadores de futebol, que confundindo dinheiro com paz de espírito, tem se deteriorado e a sua imagem, sem compreender o que de fato tem acontecido em suas vidas.
O dinheiro é um símbolo, é um “ser” imaginário, criado pelo sistema para manipular nossas emoções e conduzir nossas vidas de jeito a nos esquecermos de nos dedicar a nós mesmos e aos nosso mais queridos, sem pressa, sem alarde, sem vaidade, cuidando com o coração, de coração para coração, valorizando tudo aquilo que traz a vida, porque vida é abundância.
E a saúde “para dar e vender”?
Ela segue o mesmo princípio – o da abundância.
Quando pensamos em nós e no nosso corpo com abundância (não a abundância de tamanho, mas, de fenômenos fascinantes que traz em si) quando pensamos em nosso corpo como o veiculo que nos habilita usufruirmos de toda a abundância que a vida pode nos oferecer quando bem cuidado, como o nosso mais rico patrimônio regido pelo nosso pelo cérebro e pelas nossas emoções, enxergamos este corpo como um meio abundante, rico e precioso e ele nos responde na mesma freqüência de pensamento.
Recebi esta dica logo no início deste 2012 e quero aqui compartilhar com você, para que possamos fazer melhor e sermos melhores do que já fomos durante este novo ano.
Pense nisto você também.
Aquele abraço. Namastê.
Lúcia M.
multiplicar, dividir, corpo.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Proposta para 2012
Durante este ano de 2012, que logo mais se inicia, proponho que passemos longe dos climas de pânico divulgados através da Internet, do cinema, da televisão, das diferentes seitas religiosas e nos dediquemos a abrir as janelas e portas de nossos corações e de nossa inteligência.
Todo nosso sofrimento, toda nossa dor, todas as nossas dificuldades nascem da nossa ignorância, que estreita nossa percepção do mundo que nos cerca e do nosso próprio universo interior.
Contudo, impulsionados pela necessidade de caminhar cada vez mais adiante, devagarinho vamos clareando os cantos escuros de nossos medos, de nossos preconceitos e de nossos Egos inflados e nos libertando desta neblina que nos confunde a visão, vamos nos libertando.
Durante este ano de 2012, que logo mais se inicia, façamos um esforço para conseguir nos desvencilhar da idolatria ao dinheiro, como um deus a guiar todos nossos objetivos de vida, a nos julgar por nossas perdas e a nos premiar quando somos “o sucesso”.
Durante este ano de 2012, que logo mais se inicia, vamos desbravar nosso interior mais recôndito para podermos admirar as preciosidades que pulsam num respirar angustiado, aguardando pacientemente pelo momento de sua exploração e expansão. Este é o nosso tesouro, esta é a nossa riqueza, só nossa, de cada um e o Universo conspira a seu favor.
Durante este ano de 2012, que se inicia, abramos um espaço em nossa agenda para dedicar algumas horinhas por mês para o exercício do abraço que aconchega e que consola, do olhar que aquece, do ouvir que alivia a alma de alguém próximo a nós, das palavras que levam esperança e alegria a quem precisar (seja quem for), sem julgamentos pré-determinados.
Durante este ano de 2012, que logo mais se inicia, abramos espaço para
desenvolvermos novos talentos, tirando da velha caixa, como uma caixa de jóias, o nosso melhor. Nosso coração vai se encher de alegria e nossa criança-interior vai rolar de tanto contentamento e auto-realização.
Durante este ano de 2012, que logo mais se inicia, à parte todos os alertas para criar pânico, caminhemos confiantes de que somos muito mais do que o tanto que havíamos sido levados a acreditar que éramos até então por todos que influenciaram nossa vida desde a tenra idade.
À parte todos os alertas, devemos estar atentos a todas as mudanças que vem ocorrendo com a Humanidade e o planeta Terra, à proliferação de fenômenos naturais devastadores, ao sistema econômico agonizante, à invasão dos valores materiais em todas as seitas e crenças religiosas desvirtuando completamente seus objetivos de levar aconchego aos corações aflitos, a uma total inversão de valores por parte de todos aqueles que se envolvem em jogos políticos de qualquer localidade, cidadela, país, entidade internacional etc.
A verdade é que de nada adianta nos apavorarmos e nos encolhermos, diminuindo-nos de tamanho diante do pânico paralisante.
Estejamos ou não próximos do “fim do mundo” e aconteça este através de maremotos, de terremotos, de explosões nucleares, de choque com outro planeta (o chamado “planeta Chupão”), do fogo que queimará tudo e todos,
a vida segue seu curso até que se encerre neste plano.
Mesmo que nos reste viver por mais um ano ou dois, o melhor a fazer é vivermos o mais intensamente possível, fazendo uso de nossos bens mais preciosos, que já trazemos guardados aqui dentro, um universo de possibilidades de realização e de alegrias, e compartilharmos com os outros, para que também despertem para explorar suas riquezas, num entendimento e numa celebração da grandiosidade da Vida.
Estas são minhas últimas palavras deste ano a você, amigo, a você, amiga, com quem tenho compartilhado minhas reflexões através deste Blog durante mais este 2011 que se encerra.
Muita paz para todos nós e muita luz sobre nossas cabeças e nossos corações.
Um abraço carinhoso.
Lúcia M.
Todo nosso sofrimento, toda nossa dor, todas as nossas dificuldades nascem da nossa ignorância, que estreita nossa percepção do mundo que nos cerca e do nosso próprio universo interior.
Contudo, impulsionados pela necessidade de caminhar cada vez mais adiante, devagarinho vamos clareando os cantos escuros de nossos medos, de nossos preconceitos e de nossos Egos inflados e nos libertando desta neblina que nos confunde a visão, vamos nos libertando.
Durante este ano de 2012, que logo mais se inicia, façamos um esforço para conseguir nos desvencilhar da idolatria ao dinheiro, como um deus a guiar todos nossos objetivos de vida, a nos julgar por nossas perdas e a nos premiar quando somos “o sucesso”.
Durante este ano de 2012, que logo mais se inicia, vamos desbravar nosso interior mais recôndito para podermos admirar as preciosidades que pulsam num respirar angustiado, aguardando pacientemente pelo momento de sua exploração e expansão. Este é o nosso tesouro, esta é a nossa riqueza, só nossa, de cada um e o Universo conspira a seu favor.
Durante este ano de 2012, que se inicia, abramos um espaço em nossa agenda para dedicar algumas horinhas por mês para o exercício do abraço que aconchega e que consola, do olhar que aquece, do ouvir que alivia a alma de alguém próximo a nós, das palavras que levam esperança e alegria a quem precisar (seja quem for), sem julgamentos pré-determinados.
Durante este ano de 2012, que logo mais se inicia, abramos espaço para
desenvolvermos novos talentos, tirando da velha caixa, como uma caixa de jóias, o nosso melhor. Nosso coração vai se encher de alegria e nossa criança-interior vai rolar de tanto contentamento e auto-realização.
Durante este ano de 2012, que logo mais se inicia, à parte todos os alertas para criar pânico, caminhemos confiantes de que somos muito mais do que o tanto que havíamos sido levados a acreditar que éramos até então por todos que influenciaram nossa vida desde a tenra idade.
À parte todos os alertas, devemos estar atentos a todas as mudanças que vem ocorrendo com a Humanidade e o planeta Terra, à proliferação de fenômenos naturais devastadores, ao sistema econômico agonizante, à invasão dos valores materiais em todas as seitas e crenças religiosas desvirtuando completamente seus objetivos de levar aconchego aos corações aflitos, a uma total inversão de valores por parte de todos aqueles que se envolvem em jogos políticos de qualquer localidade, cidadela, país, entidade internacional etc.
A verdade é que de nada adianta nos apavorarmos e nos encolhermos, diminuindo-nos de tamanho diante do pânico paralisante.
Estejamos ou não próximos do “fim do mundo” e aconteça este através de maremotos, de terremotos, de explosões nucleares, de choque com outro planeta (o chamado “planeta Chupão”), do fogo que queimará tudo e todos,
a vida segue seu curso até que se encerre neste plano.
Mesmo que nos reste viver por mais um ano ou dois, o melhor a fazer é vivermos o mais intensamente possível, fazendo uso de nossos bens mais preciosos, que já trazemos guardados aqui dentro, um universo de possibilidades de realização e de alegrias, e compartilharmos com os outros, para que também despertem para explorar suas riquezas, num entendimento e numa celebração da grandiosidade da Vida.
Estas são minhas últimas palavras deste ano a você, amigo, a você, amiga, com quem tenho compartilhado minhas reflexões através deste Blog durante mais este 2011 que se encerra.
Muita paz para todos nós e muita luz sobre nossas cabeças e nossos corações.
Um abraço carinhoso.
Lúcia M.
domingo, 13 de novembro de 2011
Nosso maior inimigo
A gente se debate, se defende, critica, ataca, se revolta, se ofende, se magoa, sente ódio, se chateia, fica irado, se deprime, sempre atribuindo a causa destas atitudes que tomamos a alguma ação praticada pelo outro, seja este outro alguém muito próximo ou muito distante.
A gente se envaidece quando um filho(a), um irmão (irmã), um amigo(a) muito próximo(a), um vizinho de bairro, se torna pessoa consagradamente conhecida, seja pelo cargo político que ocupa, seja por estar a toda hora aparecendo na TV ou em revistas...Acreditamos sermos mais valorizados como conseqüência disto.
A gente espera que todas as pessoas com quem temos algum tipo de contato durante nossa vida, nos admirem, nos estimem e, se possível, nos invejem também...
A gente sempre tem a tendência a achar que se algo não aconteceu exatamente como esperávamos, como gostaríamos, é porque outra pessoa não fez a sua parte tão bem feita como a gente fez.
A gente se entristece diante de uma decepção e logo assume o personagem de vítima, mas não sem antes ter a certeza de que todos aqueles que nos cercam percebam nossa mudança de humor.
A gente fica o tempo todo de nossa existência batalhando e dando tratos a nossa criatividade para conseguir adquirir aquele sapato, aquele aparelho de TV que acabou de ser lançado, aquela casa, aquele carro, e por aí afora, tudo aquilo que poderá criar para o outro uma imagem que retrate o quanto conseguimos conquistar, materialmente falando.
Tudo isto e muito mais nos ocupa em nosso dia-a-dia sem nos darmos conta.
Estas e outras milhares de circunstâncias semelhantes espelham o quanto nosso Ego nos influencia, o quanto o nosso Ego interfere em nosso cotidiano, o quanto nosso Ego se comporta como um déspota envolvente e autoritário.
O Ego, o pai do EGOismo, é quem cria em nós o senso de individualidade. Seu lado negativo é a constante busca por poder e por domínio.
Seu lado construtivo nos mobiliza em busca da satisfação das nossas necessidades, em busca das conquistas, não só de bens, mas, também de crescimento espiritual e de conhecimento.
A gente tem mais é que ficar atento a este tal de Ego, que está sempre à espreita, procurando nos seduzir, nos dominando o tempo todo e nos embaçando a visão.
Então, você deve estar pensando : - “E eu faço o que para me livrar deste Ego tirano?”
Para não se atropelar e criar uma sensação de impotência e de fracasso diante do Ego imperioso, não há outro jeito senão ir se desnudando desta capa tão envolvente que se chama Ego.
Vou lhe sugerir adotar um novo olhar sobre si próprio(a), sobre as outras pessoas e sobre os fatos.
Posso lhe afirmar, por experiência própria, que não é fácil dominar o Ego e também lhe asseguro que esta é uma conquista que acontece em etapas, trazendo uma sensação de gratidão e de grande realização a cada passo dado.
Quando o Ego se instala dentro de nós, como uma neblina embaraça nossa visão e confunde a realidade, nos levando muitas vezes a perceber o outro como algoz, seja este outro Deus, o governante de nossa comunidade, uma autoridade qualquer ou uma pessoa de nossa convivência diária.
Pode também, o tal do Ego, nos levar a atribuir a alguma força externa tudo de bom que acontece em nossa vida, sem perceber que é o Universo que nos responde de acordo com os sinais que emitimos.
Um dos requisitos básicos para ir diminuindo a força de nosso Ego é nos abrirmos para o que acontece bem ali, ao lado, derrubando condicionamentos, abandonando antigos paradigmas, abrindo nosso coração a um novo sentir e um novo olhar sobre a verdade do outro.
Esta é a única moeda que enriquece a nossa existência.
Assim, vamos conseguindo abrir novos espaços, a cada dia mais, para compreendermos que somos todos humanos e somos todos vulneráveis, cada qual com suas fraquezas e com seus méritos, mas, trazemos todos um tesouro cheio de riquezas, que enxergado através da lente do coração, sob a claridade do sol, brilham e refletem a nossa verdadeira e mais autêntica luz.
Lúcia M.
A gente se envaidece quando um filho(a), um irmão (irmã), um amigo(a) muito próximo(a), um vizinho de bairro, se torna pessoa consagradamente conhecida, seja pelo cargo político que ocupa, seja por estar a toda hora aparecendo na TV ou em revistas...Acreditamos sermos mais valorizados como conseqüência disto.
A gente espera que todas as pessoas com quem temos algum tipo de contato durante nossa vida, nos admirem, nos estimem e, se possível, nos invejem também...
A gente sempre tem a tendência a achar que se algo não aconteceu exatamente como esperávamos, como gostaríamos, é porque outra pessoa não fez a sua parte tão bem feita como a gente fez.
A gente se entristece diante de uma decepção e logo assume o personagem de vítima, mas não sem antes ter a certeza de que todos aqueles que nos cercam percebam nossa mudança de humor.
A gente fica o tempo todo de nossa existência batalhando e dando tratos a nossa criatividade para conseguir adquirir aquele sapato, aquele aparelho de TV que acabou de ser lançado, aquela casa, aquele carro, e por aí afora, tudo aquilo que poderá criar para o outro uma imagem que retrate o quanto conseguimos conquistar, materialmente falando.
Tudo isto e muito mais nos ocupa em nosso dia-a-dia sem nos darmos conta.
Estas e outras milhares de circunstâncias semelhantes espelham o quanto nosso Ego nos influencia, o quanto o nosso Ego interfere em nosso cotidiano, o quanto nosso Ego se comporta como um déspota envolvente e autoritário.
O Ego, o pai do EGOismo, é quem cria em nós o senso de individualidade. Seu lado negativo é a constante busca por poder e por domínio.
Seu lado construtivo nos mobiliza em busca da satisfação das nossas necessidades, em busca das conquistas, não só de bens, mas, também de crescimento espiritual e de conhecimento.
A gente tem mais é que ficar atento a este tal de Ego, que está sempre à espreita, procurando nos seduzir, nos dominando o tempo todo e nos embaçando a visão.
Então, você deve estar pensando : - “E eu faço o que para me livrar deste Ego tirano?”
Para não se atropelar e criar uma sensação de impotência e de fracasso diante do Ego imperioso, não há outro jeito senão ir se desnudando desta capa tão envolvente que se chama Ego.
Vou lhe sugerir adotar um novo olhar sobre si próprio(a), sobre as outras pessoas e sobre os fatos.
Posso lhe afirmar, por experiência própria, que não é fácil dominar o Ego e também lhe asseguro que esta é uma conquista que acontece em etapas, trazendo uma sensação de gratidão e de grande realização a cada passo dado.
Quando o Ego se instala dentro de nós, como uma neblina embaraça nossa visão e confunde a realidade, nos levando muitas vezes a perceber o outro como algoz, seja este outro Deus, o governante de nossa comunidade, uma autoridade qualquer ou uma pessoa de nossa convivência diária.
Pode também, o tal do Ego, nos levar a atribuir a alguma força externa tudo de bom que acontece em nossa vida, sem perceber que é o Universo que nos responde de acordo com os sinais que emitimos.
Um dos requisitos básicos para ir diminuindo a força de nosso Ego é nos abrirmos para o que acontece bem ali, ao lado, derrubando condicionamentos, abandonando antigos paradigmas, abrindo nosso coração a um novo sentir e um novo olhar sobre a verdade do outro.
Esta é a única moeda que enriquece a nossa existência.
Assim, vamos conseguindo abrir novos espaços, a cada dia mais, para compreendermos que somos todos humanos e somos todos vulneráveis, cada qual com suas fraquezas e com seus méritos, mas, trazemos todos um tesouro cheio de riquezas, que enxergado através da lente do coração, sob a claridade do sol, brilham e refletem a nossa verdadeira e mais autêntica luz.
Lúcia M.
Coração
Coração é que nem terra
onde se planta
onde se colhe
onde com toda energia
a vida se manifesta.
Delicado e resistente
no peito pulsa atento
dicionário de idiomas
traduzindo sentimento
Nem grande, nem pequeno
cabe dentro do peito
É quando bate
que avisa
que a vida
vibra lá dentro.
Lúcia M.
onde se planta
onde se colhe
onde com toda energia
a vida se manifesta.
Delicado e resistente
no peito pulsa atento
dicionário de idiomas
traduzindo sentimento
Nem grande, nem pequeno
cabe dentro do peito
É quando bate
que avisa
que a vida
vibra lá dentro.
Lúcia M.
domingo, 23 de outubro de 2011
2012 e o fim do mundo
Temos recebido muitas comunicações através de palestras e de livros relacionadas ao “Dezembro de 2012” como sendo “o fim do mundo”, provocando uma sensação de desorientação e de insegurança.
É fato que todas as mudanças previstas em relação à Terra e ao Universo como um todo têm se confirmado e a Terra tem se movimentado mais intensamente, produzindo mudanças geológicas e geográficas, fato reconhecido pela Ciência como parte de um processo cíclico de mudanças que ocorre a cada 26.000 anos, aproximadamente.
Mudanças também têm ocorrido com freqüência fora do nosso planeta Terra: os jornais nos mostram diariamente fenômenos cósmicos, explosões solares e a descoberta de novos corpos celestes, captados e registrados através de avançados recursos astronômicos.
Os sinais da mudança são a cada instante mais fortes e perceptíveis.
Por todo o nosso planetinha azul a cada semana cresce o número e a freqüência das manifestações das populações indignadas com as dificuldades que enfrentam para honrar seus compromissos, como peças do sistema.
Observa-se uma proliferação de templos religiosos de diferentes linhas ideológicas e crenças, cada qual tentando preencher a sua maneira o silêncio para tantas questões perdidas no ar, para tantos pontos de interrogação a rondar as mentes e as almas carentes daqueles que buscam respostas para questões ligadas a sua sobrevivência.
Por outro lado, a cada dia, mais pessoas se negam a fazer parte deste “rebanho”, classificando os inúmeros seguidores das diferentes seitas e religiões, como pessoas alienadas e fanáticas de todos os tipos.
Os contrastes se acentuam e saltam aos nossos olhos com total nitidez, revelando a fragilidade da Humanidade, como se nosso planeta fosse um lago e que de seu fundo emergisse todo lodo e toda lama decantados por tanto tempo, dando a impressão de que o caos se instaurou na Terra – pura conseqüência da movimentação geológica, geográfica e energética que estamos vivenciando.
Isto tudo, na verdade, é o reflexo dos sinais de saturação do velho e do anseio da vida por renovação.
E então, percebe-se que o “fim do mundo” representa o final da existência terrena baseada em valores completamente superados, significa que a Humanidade e todo o Universo carecem de renovação e por isto vivem hoje uma intensa modificação do padrão da energia que os movimenta.
Esta movimentação toda provoca o desmoronamento de uma cultura baseada apenas em conquistas materiais, em desrespeito ao semelhante, em desrespeito ao mundo que habitamos e aos seres que nos rodeiam, o desmoronamento de uma postura baseada na capacidade de ataque e de defesa, na busca de realizações que retratem a superioridade sobre o outro, um mundo de “faz de conta”, nada de verdade, tudo pela aparência, para impressionar apenas...
O desmoronamento deste mundo baseado em mentiras e em meras buscas de conquista de superioridade e de bens materiais aparece com toda a evidência e nos mostra que vivemos um momento de profundas mudanças, que este mundo que havíamos conhecido até agora está se modificando, dando lugar a outro.
Portanto, abandone a idéia de que o mundo vai acabar em pedaços ou em fogo e todos seremos transformados em brasa. Não é isso o que vai acontecer, mas sim, o fim de um ciclo em que o ser humano vai se perceber não mais apenas como um ser individual que tem que competir com os outros e vencer para sobreviver, mas, que vai passar a se perceber como parte de um todo, compartilhando, para que todos alcancem sua plenitude.
Lúcia M.
É fato que todas as mudanças previstas em relação à Terra e ao Universo como um todo têm se confirmado e a Terra tem se movimentado mais intensamente, produzindo mudanças geológicas e geográficas, fato reconhecido pela Ciência como parte de um processo cíclico de mudanças que ocorre a cada 26.000 anos, aproximadamente.
Mudanças também têm ocorrido com freqüência fora do nosso planeta Terra: os jornais nos mostram diariamente fenômenos cósmicos, explosões solares e a descoberta de novos corpos celestes, captados e registrados através de avançados recursos astronômicos.
Os sinais da mudança são a cada instante mais fortes e perceptíveis.
Por todo o nosso planetinha azul a cada semana cresce o número e a freqüência das manifestações das populações indignadas com as dificuldades que enfrentam para honrar seus compromissos, como peças do sistema.
Observa-se uma proliferação de templos religiosos de diferentes linhas ideológicas e crenças, cada qual tentando preencher a sua maneira o silêncio para tantas questões perdidas no ar, para tantos pontos de interrogação a rondar as mentes e as almas carentes daqueles que buscam respostas para questões ligadas a sua sobrevivência.
Por outro lado, a cada dia, mais pessoas se negam a fazer parte deste “rebanho”, classificando os inúmeros seguidores das diferentes seitas e religiões, como pessoas alienadas e fanáticas de todos os tipos.
Os contrastes se acentuam e saltam aos nossos olhos com total nitidez, revelando a fragilidade da Humanidade, como se nosso planeta fosse um lago e que de seu fundo emergisse todo lodo e toda lama decantados por tanto tempo, dando a impressão de que o caos se instaurou na Terra – pura conseqüência da movimentação geológica, geográfica e energética que estamos vivenciando.
Isto tudo, na verdade, é o reflexo dos sinais de saturação do velho e do anseio da vida por renovação.
E então, percebe-se que o “fim do mundo” representa o final da existência terrena baseada em valores completamente superados, significa que a Humanidade e todo o Universo carecem de renovação e por isto vivem hoje uma intensa modificação do padrão da energia que os movimenta.
Esta movimentação toda provoca o desmoronamento de uma cultura baseada apenas em conquistas materiais, em desrespeito ao semelhante, em desrespeito ao mundo que habitamos e aos seres que nos rodeiam, o desmoronamento de uma postura baseada na capacidade de ataque e de defesa, na busca de realizações que retratem a superioridade sobre o outro, um mundo de “faz de conta”, nada de verdade, tudo pela aparência, para impressionar apenas...
O desmoronamento deste mundo baseado em mentiras e em meras buscas de conquista de superioridade e de bens materiais aparece com toda a evidência e nos mostra que vivemos um momento de profundas mudanças, que este mundo que havíamos conhecido até agora está se modificando, dando lugar a outro.
Portanto, abandone a idéia de que o mundo vai acabar em pedaços ou em fogo e todos seremos transformados em brasa. Não é isso o que vai acontecer, mas sim, o fim de um ciclo em que o ser humano vai se perceber não mais apenas como um ser individual que tem que competir com os outros e vencer para sobreviver, mas, que vai passar a se perceber como parte de um todo, compartilhando, para que todos alcancem sua plenitude.
Lúcia M.
terça-feira, 20 de setembro de 2011
Minha culpa
Quantas vezes, quando ainda muito pequena, educada em uma igreja de crença cristã, me fizeram rezar uma oração em que eu dizia: - “ ...por minha culpa, minha culpa, minha máxima culpa...”
Eu, e acredito que todos dizíamos aquelas palavras sem entender exatamente o motivo pelo qual nós mesmos afirmávamos nos sentir enormemente culpados.
Assim era a nossa vida, tudo na mais normalidade...Estranho...muito estranho...
Todas as crianças já nasciam culpadas pelo que é chamado de “pecado original”, veja só!
Assim, fomos sendo criados, assim fomos crescendo...cheios de culpa, pelo que fazíamos e também pelo que nem sabíamos que fazíamos...
Meu Deus, quanta culpa! Quanta culpa! E a maioria, de graça! Que coisa mais sem graça!...
Estranho...muito estranho...
Daí, a gente vai crescendo e vai apurando o senso crítico e começa a entender o sentido das palavras ditas e das não-ditas do nosso Passado.
A gente vai desembaraçando as linhas torcidas que trazemos lá nas nossas entranhas, para identificar todos aqueles fios, para poder tecer uma outra composição, agora sob nossa coordenação.
É então, que neste processo aparecem uns buracos cravados entre o embaraço daqueles fios, obra das culpas que trazemos, que nos foram impostas, que nos impusemos sob pressão, culpa, culpa, uma montanha de culpas.
Ás vezes esta montanha é tão volumosa, tão pesada, que acaba por nos impedir de seguir adiante na vida, nos travando os pés e nos imobilizando a alma, aprisionada que se encontra sob aquela montanha pesada que parece tão intransponível, a nos sufocar, a nos encher de medo e de vergonha, a nos perturbar o sono. E dá-lhe sofrimento!...
E lá vamos nós atrás de alguém que possa nos ajudar a cavar fundo naquele buraco negro, e dá-lhe foco, para não nos perdermos nos detalhes, para não nos esquecermos de que o mais importante em tudo aquilo que escarafunchamos significa viver de maneira mais leve, verdadeira e feliz.
A culpa é uma arma poderosa, poderosíssima, de controle e de dominação.
Quando nos impomos uma montanha de culpas, automaticamente procuramos lá fora, nos outros, a sua parcela de contribuição para aquela situação vivida.
E é aí que começa um enrosco de fios, formando outros desenhos embaraçados, sem nos levar à clareza naquele universo embaraçado, confuso, caótico e escuro... Assim inicia-se um pesado processo de acusações, como se a vida fosse apenas uma grande sala de tribunal, um palco de um processo jurídico.
Por fim, muitas vezes, caímos cansados, decepcionados, desiludidos com tudo o que se escondia por debaixo de um grande e pesado tapete escuro que por tanto tempo cobriu tantas verdades não reveladas até então, porque não achamos uma maneira de nos livrar das culpas.
Mas, a grande lição a ser aprendida de toda esta experiência é apenas uma, a de que a culpa é uma arma perigosa e contundente, uma ferramenta certeira que só serve para fazer sofrer.
O único lado positivo da culpa é que ela nos induz ao perdão e a partir daí ela nos transforma em pessoas mais compassivas, mais compreensivas, mais maleáveis, menos preconceituosas, mais fraternas, portanto, mais felizes.
Porque, só se consegue enxergar o outro como passível de perdão, reconhecendo a sua imperfeição, depois que se consegue admitir nossas próprias imperfeições e perdoarmos a nós próprios, entendendo as circunstâncias que nos levaram a cometer aquela falha.
Então, é a partir deste momento que conseguimos estar de bem conosco mesmos e este é realmente o primeiro passo para praticar aquele ensinamento que Jesus usou para aprendermos a ser mais humildes, mais leves, mais compassivos e mais felizes: - “ Ama ao seu próximo como a si mesmo”.
Lúcia M.
Eu, e acredito que todos dizíamos aquelas palavras sem entender exatamente o motivo pelo qual nós mesmos afirmávamos nos sentir enormemente culpados.
Assim era a nossa vida, tudo na mais normalidade...Estranho...muito estranho...
Todas as crianças já nasciam culpadas pelo que é chamado de “pecado original”, veja só!
Assim, fomos sendo criados, assim fomos crescendo...cheios de culpa, pelo que fazíamos e também pelo que nem sabíamos que fazíamos...
Meu Deus, quanta culpa! Quanta culpa! E a maioria, de graça! Que coisa mais sem graça!...
Estranho...muito estranho...
Daí, a gente vai crescendo e vai apurando o senso crítico e começa a entender o sentido das palavras ditas e das não-ditas do nosso Passado.
A gente vai desembaraçando as linhas torcidas que trazemos lá nas nossas entranhas, para identificar todos aqueles fios, para poder tecer uma outra composição, agora sob nossa coordenação.
É então, que neste processo aparecem uns buracos cravados entre o embaraço daqueles fios, obra das culpas que trazemos, que nos foram impostas, que nos impusemos sob pressão, culpa, culpa, uma montanha de culpas.
Ás vezes esta montanha é tão volumosa, tão pesada, que acaba por nos impedir de seguir adiante na vida, nos travando os pés e nos imobilizando a alma, aprisionada que se encontra sob aquela montanha pesada que parece tão intransponível, a nos sufocar, a nos encher de medo e de vergonha, a nos perturbar o sono. E dá-lhe sofrimento!...
E lá vamos nós atrás de alguém que possa nos ajudar a cavar fundo naquele buraco negro, e dá-lhe foco, para não nos perdermos nos detalhes, para não nos esquecermos de que o mais importante em tudo aquilo que escarafunchamos significa viver de maneira mais leve, verdadeira e feliz.
A culpa é uma arma poderosa, poderosíssima, de controle e de dominação.
Quando nos impomos uma montanha de culpas, automaticamente procuramos lá fora, nos outros, a sua parcela de contribuição para aquela situação vivida.
E é aí que começa um enrosco de fios, formando outros desenhos embaraçados, sem nos levar à clareza naquele universo embaraçado, confuso, caótico e escuro... Assim inicia-se um pesado processo de acusações, como se a vida fosse apenas uma grande sala de tribunal, um palco de um processo jurídico.
Por fim, muitas vezes, caímos cansados, decepcionados, desiludidos com tudo o que se escondia por debaixo de um grande e pesado tapete escuro que por tanto tempo cobriu tantas verdades não reveladas até então, porque não achamos uma maneira de nos livrar das culpas.
Mas, a grande lição a ser aprendida de toda esta experiência é apenas uma, a de que a culpa é uma arma perigosa e contundente, uma ferramenta certeira que só serve para fazer sofrer.
O único lado positivo da culpa é que ela nos induz ao perdão e a partir daí ela nos transforma em pessoas mais compassivas, mais compreensivas, mais maleáveis, menos preconceituosas, mais fraternas, portanto, mais felizes.
Porque, só se consegue enxergar o outro como passível de perdão, reconhecendo a sua imperfeição, depois que se consegue admitir nossas próprias imperfeições e perdoarmos a nós próprios, entendendo as circunstâncias que nos levaram a cometer aquela falha.
Então, é a partir deste momento que conseguimos estar de bem conosco mesmos e este é realmente o primeiro passo para praticar aquele ensinamento que Jesus usou para aprendermos a ser mais humildes, mais leves, mais compassivos e mais felizes: - “ Ama ao seu próximo como a si mesmo”.
Lúcia M.
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